Karina, minha ex-esposa, foi um outro dia fazer algumas compras de roupa para ela e para o Pedro (meu filho) nas lojas Renner, shopping Esplanada aqui de Sorocaba.

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Não era muita coisa, e a loja estava cheia. A vendedora parecia muito prestativa. Insistiu para que ela parcelasse a compra em 8 vezes sem juros , no lugar das 4 que ela havia solicitado, dizendo que assim ela poderia economizar se pagasse de duas em duas, falando de um desconto sobre as parcelas adiantadas.

Parecia um bom negócio, Karina aceitou.

Só que era tudo mentira.

Quando examinei com calma o carnê, vi que o total de R$ 191,00 havia se tornado 8 vezes de R$ 34,00 . E o pior: a parte do cupom que citava ‘Encargos financeiros’ (nome bonito para juros, né?) de cerca de R$ 65,00 , mais um seguro desemprego de R$ 19,00 não solicitado, tinha recebido um papel maliciosamente grampeado por cima, tampando a enganação.

Não funcionou o truque. Ficou claro que estávamos sendo lesados em aproximadamente R$ 80,00 .

Ela ficou muito chateada, e retornou hoje à loja, com carnê em punho e o bebê junto. Assim eles não teriam desculpas para não atendê-la bem.

Depois da reclamação (que não foi a única do dia, havia uma fila repleta de gente reclamando de problemas similares) , o parcelamento foi refeito em 5 vezes de R$ 32,00, significando que no fim ganhamos um desconto de quase R$ 30,00 sobre o valor original.

Ficou a lição de não baixar a guarda para vendedores comissionados desesperados, pois tenho quase certeza de que a vendedora receberia comissão pelos ’encargos’ e pelo seguro não solicitado.

Aqui não, jacaré!