Porque Drupal, e não um outro CMS?

Um dia desses estava conversando com um amigo que está de entrada no mundo dos CMSs, e ao conversar sobre o assunto me senti desafiado a refletir e procurar resignificar a minha escolha por Drupal.

Na verdade, as coisas aconteceram de repente e fui puxado muito rapidamente para o campo gravitacional do Drupal no início de 2008, sabendo que era um bom destino. Mas ao tentar expressar o que me parece óbvio, faltaram palavras.

Depois de alguma reflexão, percebi que há três grandes pilares de sustentação na minha preferência por Drupal: comunidade, flexibilidade e arquitetura.

Comunidade:
os desenvolvedores e usuários de Drupal costumam ter um nível de compartilhamento bem alto, tendo em vista a movimentação internacional que acontece no portal Drupal.org. Há milhares de módulos contribuídos e mantidos por membros desta comunidade, e muitos destes colaboradores participam ativamente e com frequência destas atividades. A movimentação da multidão é visível a olho nu.
Flexibilidade:
no Drupal, o conteúdo é um node (nó) - uma entidade granular. E estes nós podem ter suas propriedades e funcionalidades enriquecidas ou modificadas através dos módulos. Um node pode ser uma página, um artigo, um evento no calendário, uma mensagem do cliente, uma tarefa, um feed, e o que mais alguém imaginar e implementar. A organização do conteúdo é extremamente flexível e orgânica - ao invés de sessões ou categorias, é possível definir os vocabulários que forem convenientes, e adicionar ou permitir que se adicionem termos a estes vocabulários. Daí, pode-se ter diversas estruturas de catalogação taxonômicas ou folksonômicas.
Com o módulo CCK, fica fácil modificar as propriedades dos nodes, sem a necessidade de programar - configurando as propriedades através da própria interface de administração. E com o módulo Views é possível montar da mesma maneira visualizações de conteúdo que podem ir de simples listagens a complexos Google Maps.
E ainda tem muito mais possibilidades com os milhares de módulos disponíveis.
Arquitetura:
o Drupal é bem estruturado, o código e as APIs são bem documentadas. Apesar de praticamente não apresentar construtores de classe, aplica princípios de orientação a objetos como encapsulamento, herança, polimorfismo, etc. O núcleo usa ganchos (hooks) para permitir que os módulos ajam sobre as funcionalidades básicas, e sistema de Temas é bem definido em uma camada em separado do núcleo e dos módulos.

Com esta base, o Drupal torna-se uma ferramenta ideal para a publicação de conteúdo ou construção de conhecimento na web, deixando sempre o caminho livre para o acréscimo de funcionalidades e ajustes conceituais.

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