FISL 9.0 - A arquitetura do Ginga

Na segunda Hora Ginga do FISL 9.0, foram faladas muitas coisas sobre a arquitetura do middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital.

Você pode estar se perguntando "Middleware? Que é isso?", e digamos que é a parte de um receptor de TV Digital que recebe e executa aplicações interativas recebidas da emissora, e você interage com elas através do controle remoto.

Como introdução na palestra, foi dito que a Europa utiliza um ambiente Java patenteado para estas aplicações, e que EUA e Japão além de suportar o ambiente Java também implementam ambientes declarativos, com implementações patenteadas. Esses ambientes declarativos são muito semelhantes a xHTML estendido e ECMAScript.

No Ginga, a linguagem declarativa Ginga-NCL (Linguagem de Contexto Aninhado, do inglês Nested Context Language) foi criada para ser mais rápida que os padrões atuais, e é um formato livre. O Ginga-NCL pode conter xHTML e outras tags especiais para objetos como janelas de vídeo. Além disso utiliza Lua como linguagem de script ao invés de ECMAScript para um melhor desempenho.

Mas ainda não se entrou em um acordo com a questão Java, pois foi decidido que Java deverá ser suportado pelo padrão brasileiro. Há dois ambientes "concorrendo" para integrar o Ginga-J, ambiente Java do middleware brasileiro: A versão européia cheia de patentes e royalties encadeados, ou uma implementação aberta a ser realizada, financiada pela Sun Microsystems.

Enquanto a Ginga não chega ao alcance dos nossos controles remotos, dá para ir sabendo mais sobre a questão toda no site do Ginga ou na comunidade Ginga no Portal do Software Público.

Comentários

imagem de Diego Carrion

Muito legal o artigo Lourenzo, parabéns.

imagem de Lourenzo Ferreira

Valeu, Diego!

Obrigado pela visita!

imagem de david dias

É cara.. eu queria muito ir para o fisl mas esse ano naõ deu. espero que tenha se divertido, houvi muita gente fazendo críticas no br-linux, se bem que críticas todos fazem né...

Parebéns pelo blog e pelos artigos.. flw!!!

imagem de Lourenzo Ferreira

Grande David!

Para mim FISL foi bom e ruim. As críticas até devem estar certas, mas é tudo uma questão de ponto de vista.

A empresa que organiza vem fazendo cagadas consecutivas há tempos. Estão vendidaços. Este estava bem comercial e um pouco fraco de conteúdo.

Mas o importante é que foi muita gente boa, e fui lá pelo contato com o povo e não para assistir uma organização exemplar.

Algumas discussões e alguns contatos, e até algumas palestras, me ensinaram muito e valem a pena falar sobre.

É tudo definido quando você decide o que espera do evento, né?

Abraços, e obrigado pela visita!

imagem de avena

o ginga é legal....mas fogo que ele não democratiza nada....que adianta ter ginga se existe ainda o monopolio de globo, sbt e outras tv de grupos e politicos.

não fui a fisl..mas vi/ouvi o Amadeu comentando sobre como as frequencias de TV analogica estão vendo vendidas...tem blog de cara que resume bem que Amadeu falou.

Espectro Eletromagnético para uso geral após o mesmo ser liberado pela desativação das TVs analógicas. É realmente um tópico que precisa ser discutido e talvez eu poste algo sobre isso algum dia, mas o resumo da ópera é: em não mais que 10 anos as faixas eletromagnéticas que hoje são usadas para transmissão de sinal de TV serão desocupadas, pois teremos apenas TVs digitais. O processo de reapropriação desse espaço já está acontecendo nos Estados Unidos e leilões milhonários são feitos pelo estado para descolar uma grana. Acontece que essa faixa é importante e pode servir não como um canal para grandes empresas distribuírem informação interessante para elas, mas como um canal comunitário de comunicação, onde funcionaria como uma grande rede Mesh ou P2P. Levar a sério o direito humano da comunicação sem barreiras.

se tiver mais democracia de canais...ai ginga é bom...pois dá para fazer com ginga um monte de coisas e vai muitos canais para uso e desenvolvimento. ou vai ter que ficar preso ao que empresas vão transmitir/controlar.

imagem de Lourenzo Ferreira

É cara... Sem dúvida o acesso aos espectro é muito restrito, mas descordo quando você diz que o Ginga não pode mudar nada.

Existe a possibilidade de criar uma TV peer-to-peer em Ginga, usando a conexão com a internet, mas sem intermédio de computadores - apenas com a set-top box.

E isso num futuro próximo pode se tornar ainda mais viável com a popularização do Wi-MAX

A recepção terrestre de ondas de TV não é a única possibilidade do Ginga, e com isso ele oferece a chance dos sedentos de liberdade como nós criar soluções que permeiem a casa dos interessados e seja acessível via controle remoto.

Quanto às concessões, não são piores que as de telefonia. As teles lucram muito mais que a Globo, e tratam o cliente com pífio desdém. E infelizmente não podemos fazer nada sozinhos.

Seria necessário muita gente, muita coragem, e talvez até muita grana e influência política para realmente mudar algo.

Mas sem dúvida o povo precisa tomar conhecimento dessa e outras investidas dos grandes contra a liberdade. Sem falar nas loucuras que os tubarões americanos andam planejando para a internet...

Sérgio Amadeu é um grande conscientizador da galera e acho muito importante isso ser falado para todos.

Mas desconsiderando o medo dos grandes tubarões, peixinhos como nós podemos com coisas pequenas como o ginga e criatividade, hackear esta matrix aos pouquinhos!

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